Maringá, com seus 555 metros de altitude e solo derivado do basalto da Formação Serra Geral, impõe desafios específicos. A variação lateral do horizonte saprolítico e do topo rochoso nem sempre é detectada apenas por métodos diretos. Por isso o ensaio de resistividade elétrica e a Sondagem Elétrica Vertical (SEV) são recursos de campo que aplicamos com frequência na cidade.
O método permite mapear contrastes de resistividade em profundidade sem necessidade de perfuração contínua. É uma técnica geofísica consolidada — o arranjo Schlumberger, por exemplo, tem respaldo em estudos clássicos de Orellana & Mooney — e o laboratório segue os procedimentos da ABNT NBR 15749 para medições de campo. Combinamos essa investigação com o ensaio CPT quando o projeto exige perfil contínuo de resistência de ponta, especialmente em obras de médio e grande porte na zona central de Maringá.
A curva de resistividade aparente obtida com SEV revela a estratigrafia geoelétrica sem necessidade de perfuração — decisivo no basalto heterogêneo de Maringá.
