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Resistividade Elétrica / SEV em Maringá — Sondagem Vertical para Projetos Geotécnicos

Juntos resolvemos os desafios do amanhã.

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Maringá, com seus 555 metros de altitude e solo derivado do basalto da Formação Serra Geral, impõe desafios específicos. A variação lateral do horizonte saprolítico e do topo rochoso nem sempre é detectada apenas por métodos diretos. Por isso o ensaio de resistividade elétrica e a Sondagem Elétrica Vertical (SEV) são recursos de campo que aplicamos com frequência na cidade.
O método permite mapear contrastes de resistividade em profundidade sem necessidade de perfuração contínua. É uma técnica geofísica consolidada — o arranjo Schlumberger, por exemplo, tem respaldo em estudos clássicos de Orellana & Mooney — e o laboratório segue os procedimentos da ABNT NBR 15749 para medições de campo. Combinamos essa investigação com o ensaio CPT quando o projeto exige perfil contínuo de resistência de ponta, especialmente em obras de médio e grande porte na zona central de Maringá.

A curva de resistividade aparente obtida com SEV revela a estratigrafia geoelétrica sem necessidade de perfuração — decisivo no basalto heterogêneo de Maringá.

Metodologia e escopo

Um projeto de galpão logístico na PR-317 exigia a delimitação do topo rochoso antes da cravação de estacas. A investigação por resistividade elétrica com arranjo dipolo-dipolo identificou uma anomalia condutiva a 12 metros de profundidade.
Essa anomalia foi posteriormente confirmada como uma lente de solo saturado sobre um paleocanal. Sem a geofísica, a sondagem mecânica teria interpretado o impenetrável como rocha sã.
O ensaio de SEV em Maringá entrega justamente isso: uma curva de resistividade aparente que revela a estratigrafia geoelétrica do subsolo. A interpretação quantitativa, feita por inversão 1D, fornece espessuras e valores de resistividade de cada camada. O equipamento usado opera com ciclo de injeção de corrente de 200W, o que garante penetração suficiente para investigar até 80 metros nos solos argilosos e siltosos típicos da região noroeste do Paraná. A calibração dos eletrodos é verificada antes de cada campanha.
Resistividade Elétrica / SEV em Maringá — Sondagem Vertical para Projetos Geotécnicos
Imagem técnica de referência — Maringa

Fatores do terreno local

O clima de Maringá — inverno seco e verão com chuvas concentradas — afeta diretamente a resistividade elétrica. A zona vadosa perde umidade rapidamente entre maio e setembro, elevando a resistividade aparente e podendo mascarar contrastes sutis. Já no verão, a saturação superficial reduz os valores de forma não uniforme.
Quem ignora essa sazonalidade arrisca interpretar uma variação climática como anomalia litológica. Nossa equipe executa as SEV preferencialmente em períodos de umidade do solo mais estável e registra a curva de calibração com medições de umidade volumétrica local. Outro ponto crítico é a presença de aterros com entulho de construção — comuns na expansão urbana de Maringá — que geram ruído nos eletrodos. Para mitigar isso, aumentamos o empilhamento de leituras e usamos eletrodos de aço inox com gel condutor.

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Valores típicos

ParâmetroValor típico
Método geofísicoSEV — Sondagem Elétrica Vertical (Schlumberger / Wenner)
Norma de referênciaABNT NBR 15749 — Medição de resistividade pelo método Wenner
Profundidade de investigação típicaAB/2 até 40 m (atinge 80 m com 400W)
Resistividade medida0,5 Ω·m a 50.000 Ω·m
Equipamento de campoResistivímetro com injeção de 200 W (até 800 Vpp)
Tempo médio por SEV45 a 90 minutos (depende da abertura AB/2)
EntregaCurva de campo, modelo de camadas e seção geoelétrica

Serviços complementares

01

Sondagem Elétrica Vertical (SEV)

Executada com arranjo Schlumberger simétrico. Ideal para mapear profundidade do topo rochoso, nível d'água e espessura de horizontes saprolíticos em terrenos do Grupo São Bento.

02

Caminhamento Elétrico

Arranjo dipolo-dipolo com espaçamento fixo. Aplicamos para detectar variações laterais de resistividade em áreas de expansão urbana sobre aterros e paleocanais.

03

Correlação com Sondagem Mecânica

Calibramos as curvas de SEV com sondagens SPT próximas. A correlação entre Nspt e resistividade aparente reduz a ambiguidade da interpretação geoelétrica.

Normas técnicas vigentes

ABNT NBR 15749 — Medição de resistividade elétrica pelo método dos quatro eletrodos (Wenner), ABNT NBR 7117 — Parâmetros do solo para projeto de aterramento elétrico, Eurocode 7 (EN 1997-2:2007) — Investigação geotécnica: ensaios geofísicos (referência suplementar)

Perguntas e respostas

Qual o custo de uma campanha de SEV em Maringá?

O valor de referência parte de $100.000 por SEV com AB/2 até 100 metros, incluindo mobilização local, aquisição de campo e relatório com modelo de camadas. Campanhas com múltiplas SEV ou caminhamento elétrico têm custo por ponto reduzido.

A SEV substitui a sondagem SPT em projetos de fundação?

Não. A SEV é um método indireto que mapeia contrastes de resistividade. A norma brasileira exige sondagens diretas para determinação da capacidade de carga. A geofísica orienta a locação e a profundidade das sondagens mecânicas, mas não as substitui.

Qual a profundidade máxima alcançada pelo ensaio de resistividade em Maringá?

Com o equipamento de 200W, atingimos AB/2 de 40 a 50 metros em solos argilosos úmidos típicos de Maringá, o que corresponde a uma profundidade de investigação efetiva entre 30 e 40 metros. Para alvos mais profundos, usamos um transmissor de 400W que estende o AB/2 até 100 metros.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Maringa e arredores.

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